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Facebook   Nunca los olvidaremos/Nunca os esqueceremosLast Update: 9/29/2008 7:00 PM
4/29/2006 2:28 AM
 
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4 de outubro de 1978
A morte
no 34º dia
Por todas as partes, a mesma
incredulidade ante a notícia
de que morreu João Paulo I,
o papa sorridente que mal
iniciava seu pontificado


Apagou-se, tão rápido como surgiu para o mundo, o sorriso de João Paulo I, o 261º papa dos 700 milhões de católicos. Mal iniciava o seu 34º dia de pontificado, por volta das 23 horas de quinta-feira da semana passada, quando morreu de um enfarte agudo do miocárdio. Segundo informa o comunicado oficial do Vaticano, o primeiro a saber de sua morte foi seu secretário particular, às 5h30 da manhã de sexta-feira. Nessa hora, habitualmente, os dois se encontravam na capela, para a missa de todos os dias. Como João Paulo I não aparecesse, o secretário, padre Magee, foi procurá-lo em seu quarto. As luzes estavam acesas, o papa recostado em seu leito. Ao lado, um volume de "A Imitação de Cristo", livro de meditações do século XV.

A surpresa, comparável à de sua escolha no primeiro dia do conclave para escolha do sucessor de Paulo VI, a 26 de agosto, logo se transformaria em incredulidade, onde quer que chegasse a notícia. "Estou arrasado", diria em Madri o cardeal espanhol dom Vicente Henrique y Tarancón. "Recebo esta notícia como uma catástrofe", diria no Rio de Janeiro o cardeal brasileiro dom Eugênio Salles. "Não é possível, não pode ser", repetiam, na praça São Pedro, os fiéis alertados pelos sinos das igrejas romanas. Ali, no correr do dia, uma fila silenciosa se estendia desde o lado direito das colunas de Bernini até a Via Della Conciliazione, 500 metros depois. Era preciso esperar no mínimo três horas para ver o corpo do pontífice, vestido com os trajes rituais: hábito branco sob o manto vermelho, sapatos vermelhos, o pálio de lã branca com cruzes pretas sobre os ombros, a mitra na cabeça. Entre as mãos, o rosário. Sob o braço esquerdo, a cruz pastoral. Atrás do catafalco, um crucifixo e um grande círio.

ADIAMENTOS - Mais que tudo, a boca entreaberta, o rosto com uma expressão serena mas não sorridente, comprovavam a morte de dom Albino Luciani, papa João Paulo I, aos 65 anos de idade (completaria 66 no próximo dia 17). "É muito comum morrer de crise cardíaca em nossa família", informaria uma sua prima, Agnes Lacotte, residente no interior da França. Reforçava-se, assim, outra informação familiar, dada ainda em agosto por uma sobrinha, Pia - "sua saúde sempre foi motivo de preocupação". Ele próprio, na última audiência pública, na quarta-feira, afirmou a um grupo de enfermos: "Não se preocupem. Eu, que já sofri quatro cirurgias, sinto-me agora muito melhor".

Contudo, não teria sido em conseqüência de qualquer dessas operações - a mais grave delas motivada por uma doença pulmonar - que o papa morreu. A causa, na opinião da maioria dos médicos ouvidos em varios países, talvez seja o stress, o esgotamento, confirmado por uma queixa de João Paulo I, no início da semana. Na ocasião, conversando com colaboradores, ele teria comentado, bem ao seu estilo, que gostaria de contar com uma máquina de leitura, como há as máquinas de escrever. De fato, seu dia normal de trabalho era longo - começava às 5h30, com a missa e as orações matinais, e só ia terminar dezesseis horas depois, com as leituras e orações da noite. Na manhã da quinta-feira em que morreu, por exemplo, recebeu várias personalidades em audiência - entre elas o núncio apostólico no Brasil, dom Carmine Rocco, e o cardeal Bernardin Gantin, presidente da Comissão de Justiça e Paz. Depois do almoço, ficou a tarde toda em conferência com o cardeal Jean Villot, seu secretário de Estado e última pessoa a vê-lo com vida.

Para a maioria dos católicos, no entanto, a saúde precária ou o cansaço físico de João Paulo I eram absolutamente desconhecidos e inimagináveis. Sob sua aprovação, comunicada a diferentes bispos e cardeais, prosseguiam, por exemplo, os preparativos para o encontro dos prelados latino-americanos em Puebla, no México, a ser realizado entre 12 e 28 de outubro. Nesse encontro, agora adiado, se discutiriam as novas diretrizes da Igreja na América Latina. Também com o conhecimento de João Paulo I, 39 bispos brasileiros estavam reunidos em Brasília, desde a terça-feira. Preparavam a próxima assembléia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a ser realizada em janeiro, quando a notícia da morte do papa determinou o adiamento da reunião

'É UM ABSURDO' - Em Brasília, naquela noite, a grande preocupação era com a saúde de dom Aloísio Lorscheider, presidente da CNBB, internado na unidade de tratamento intensivo do Hospital Distrital. Na tarde de quinta-feira, enquanto celebrava missa, dom Aloísio sentira-se mal e as primeiras notícias eram de que sofrera um enfarte. Era a terceira vez, este ano, que o cardeal acusava mal-estar - a primeira em Bogotá, pouco antes de viajar para Roma, em agosto, e a segunda durante o conclave. Embora o último comunicado informasse que dom Aloísio passava bem, os bispos dormiram preocupados. E todos, ao serem acordados na madrugada, tinham esse motivo a mais para não imaginar que a notícia era a da morte de João Paulo I.

O mesmo ocorreria em São Paulo, com o cardeal dom Paulo Evaristo Arns. "Fiquei até alta hora da noite esperando telefonema de Brasília", conta ele. "Assim, quando soou o telefone, às 3h30, eu disse: 'Não, deve haver um engano'. Pensava que fosse notícia sobre dom Aloísio. Não acreditei. E fui buscar o meu radinho, para confirmar." Também de incredulidade foi a reação do padre Mario Gerlin, convertido ao catolicismo pelo então bispo Albino Luciani, em 1959, e há cinco anos em Bambuí, no interior de Minas Gerais, onde dirige o Leprosário São Francisco de Assis. "O papa, o papa", disse-lhe assustada a mesma freira, que um mês antes, lhe comunicara que seu conversor era o novo pontífice. "O que houve com dom Luciani?", quis saber o padre Gerlin. "É um absurdo", foi o que conseguiu balbuciar, em seguida. À tarde, já refeito, diria ele a VEJA: "Eu ia encontrá-lo em janeiro, no Vaticano. Ele nunca me disse nada sobre doença, nunca reclamou. Creio que seu coração não resistiu ao peso da responsabilidade diante deste mundo".

Uma vez mais, a hipótese do esgotamento emergia, como aconteceria também com dom Paulo Evaristo, ao se lembrar de uma conversa que teve, ao final do conclave, com um cardeal australiano. "Dom Paulo", disse-lhe então o cardeal, a propósito da escolha de dom Albino Luciani para suceder Paulo VI, "ele é tão humilde, tão delicado, que uma notícia dessas pode fulminá-lo com um ataque cardíaco." Na hora, dom Paulo Evaristo duvidou. Na sexta-feira passada, entretanto, ele dizia a VEJA: "Esse cardeal australiano teve a impressão de que o papa se sentia tão pequenino que talvez a magnitude desta tarefa mundial o esmagasse, como realmente o esmagou".

SUCESSÃO - Os bastidores do conclave, até onde os juramentos de segredo permitem revelações, ocupavam igualmente uma grande parte das conversas em Brasília. Dom Aloísio contara, antes de adoecer, sobre as condições desfavoráveis - como o calor forte, a falta de ar condicionado e de banheiro em muitos aposentos, além da alimentação, também insatisfatória. E o que lhe havia cochichado João Paulo I, conforme foi visto pela televisão, no momento em que dom Aloísio beijou seu anel?, quiseram saber os bispos. Era apenas um abraço mandado para dom Ivo Lorscheiter, secretário da CNBB e primo de dom Aloísio, revelou ele.

Por sua vez, dom Ivo também contava de seu encontro com João Paulo, logo após sua posse como papa. Seria apenas uma audiência formal, de 15 minutos, mas ao final o papa convidou-o para almoçar - numa retribuição à hospitalidade que dom Ivo lhe dedicara dois anos atrás, quando o ainda cardeal Luciani esteve no Brasil. Com a morte de João Paulo I - "ele estava bem, em nenhum momento deixando entrever que isto poderia ocorrer" - dom Ivo recusou-se a comentar detalhes daquele almoço. Mas sabe-se que, perguntado sobre quando visitaria o Brasil novamente, o papa lhe respondeu: "Pretendo fazer essa visita antes de 1980. Mas não sei se estarei vivo até lá". Na sexta-feira, procurado por VEJA, dom Ivo não confirmou essa parte de sua conversa. Justificando seu silêncio de agora, informou que, ao final do encontro, ouviu a seguinte recomendação: "Diga apenas que almoçou com o papa".

Na verdade, o que circulava no meios clericais brasileiros, nos últimos dias, é que dom Ivo seria brevemente nomeado o próximo cardeal do Brasil, talvez para Manaus. A boa acolhida aos sacerdotes brasileiros, de todo modo, orientava as especulações sucessórias, ja delineadas na sexta-feira. Lembrava-se, assim, a informação não desmentida de que, no conclave, dom Luciani votou em dom Aloísio. Retomavam força, igualmente, as análises que indicavam o cardeal brasileiro com um dos mais fortes papabili não italianos. Apesar de seus problemas cardíacos, dom Aloísio é de fato lembrado como o presidente de duas importantes e numerosas conferências episcopais - a CNBB e o Celam, que reúne os bispos latino-americanos.

UM MUSEU - Como aconteceu após a morte de Paulo VI, dois meses atrás, e como acontece após a morte de todos os papas há séculos, a consternação do primeiro momento coexiste inevitavelmente com as considerações sobre o futuro chefe da Igreja. A peculiaridade, agora, é que todas as possibilidades e hipóteses foram levantadas há muito pouco tempo. E mais: todas as previsões e cálculos se revelaram inexatos, ante a surpreendente eleição do patriarca de Veneza, dom Albino Luciani - um nome que só muito fugazmente, e nos últimos lugares, freqüentara as dezenas de listas de papabili. "Acho inútil apontar nomes", diz dom Paulo Evaristo, "porque mesmo que relacionasse todas as minhas informações, vocês teriam tanta dúvida quanto eu ainda tenho. Então, para não errarmos, não vamos mais citar nomes daqui para a frente."

Por certo, será esta a lição que os vaticanólogos seguirão. Desde a noite de sexta-feira passada, quando um vento frio soprava sobre as centenas de fiéis presentes à praça São Pedro, os 112 cardeais com menos de 80 anos - e aptos a participar do conclave, portanto - começavam a receber telegramas convocando-os a Roma. São nomes estudados pelos especialistas, com cotações ainda muito recentes nas bolsas de apostas. Mesmo assim, ninguém se arriscaria a indicar um deles, sem também estar arriscando a própria reputação de entendido nas coisas do Vaticano. O mais seguro é prever que o sucessor de João Paulo O terá a maioria de suas características - um cardeal mais ligado à atividade pastoral que à diplomacia, aberto a um trabalho colegiado, disposto a dividir poderes. Talvez até alguém de origem humilde, capaz de ser visto como um semelhante por uma população simples como a de Belo Jardim, no interior de Pernambuco, onde dom Luciani esteve durante sua visita ao Brasil. Ali, agora, prepara-se um museu, com as seguintes peças: a colcha e os lençóis onde ele dormiu, os talheres e o prato onde ele comeu, as medalhas e os santinhos que ele distribuiu.


Um pároco de aldeia

O estilo jovial, diferente, de um papa que preferia agir

A amarga perplexidade que tomou conta dos 700 milhões de católicos de todo o mundo, quando a Rádio Vaticano anunciou oficialmente, na manhã da sexta-feira, dia 29 de setembro, a morte do papa João Paulo I, encerrou um dos mais breves pontificados da Igreja. Mas em apenas 34 dias como o 261º sucessor de São Pedro o até pouco tempo discreto cardeal Albino Luciani, patriarca de Veneza, conseguiu passar à História como o papa da jovialidade e do afeto. E isso não só em virtude de seu permanente bom humor haver conquistado a simpatia e a confiança de todos quantos o conheceram pessoalmente ou pela televisão, como também pelo fato de em todos os seus pronunciamentos ele haver abordado insistentemente o tema do amor cristão. Por outro lado, o livro que tinha nas mãos ao morrer - "A Imitação de Cristo", atribuído a Thomas Kempis - enfatizou uma clara preocupação de João Paulo I: a humildade extravasada desde os tempos em que foi bispo no norte da Itália e que o levou a trocar a pomposa cerimônia de coroação por uma missa de posse na praça São Pedro. O livro é justamente uma coleção de manuscritos sobre a piedosa conduta interior e exterior do perfeito cristão, algo que João Paulo I perseguiu até a morte.

Que se tratava de um papa diferente, notou-se desde o início. Já na primeira aparição aos fiéis, dia 26 de agosto, momentos após sua eleição, ele surpreendeu os católicos ao adotar o inédito nome composto de João Paulo. Contudo, com a mesma voz radiante anunciou a intenção de recolher e carregar a herança de seus dois últimos antecessores: "Não tenho nem a sapientia cordis de João XXIII, nem a preparação e a cultura de Paulo VI. Mas estou no lugar deles e devo procurar servir à Igreja. Espero que me ajudeis com vossas preces". Além disso, na homilia de sua primeira missa como papa, oficiada no próprio recinto do conclave que o elegeu, João Paulo I prometeu ao mesmo tempo aplicar equilibradamente o Concílio Vaticano II e consolidar "a grande disciplina da Igreja".

TRANSIÇÃO INDOLOR - Poucas vezes, no entanto, João Paulo I voltaria a falar em problemas pastorais do ponto de vista da política eclesiástica. E para os que, ao ouvi-lo confessar que se sentia "num labirinto" e ao vê-lo deslumbrado com a rica decoração do teto da sala de audiências, durante uma cerimônia, chegaram a encará-lo como um papa desprovido de senso político ou diplomático, teve uma resposta fulminante: confirmou nos seus postos toda a hierarquia da Cúria Romana, inclusive o discutido e enérgico cardeal Jean Villot na Secretaria de Estado do Vaticano.

Segundo análise do correspondente em Roma do jornal francês Le Monde, João Paulo I demonstrou intuir, com esse gesto, a vital necessidade de realizar uma transição indolor, "quase imperceptível", do reinado anterior para o seu. No mais, falando aos prelados e personalidades que recebia especialmente ou aos milhares de fiéis que acorriam a suas audiências das quartas-feiras, o "papa sorriso", como o chamavam nos bairros populares de Roma, preferia usar uma linguagem direta, franca, quando não bem-humoradas imagens pastorais.

Dessa maneira, na primeira recepção ao colégio dos cardeais, ele abandonou o texto preparado por assessores para improvisar sobre seus propósitos de defender a unidade da Igreja. Aos embaixadores acreditados junto à Santa Sé, lembrou que as funções pastorais da Igreja devem prevalecer sobre as suas atividades terrenas, mas aos chefes das delegações estrangeiras que foram a Roma para a missa solene do início de seu pontificado não deixou de cobrar o respeito aos direitos humanos e à liberdade religiosa. E aos cerca de 800 jornalistas que acompanharam sua eleição, João Paulo I deu o fraterno título de "colegas" - referência a sua passagem como articulista do jornal Il Messagero di Santo Antonio, quando patriarca de Veneza -, além de pedir de modo quase confidente que apresentassem a Igreja à opinião pública "com amor pela verdade". Era também a primeira vez que aqueles profissionais da comunicação tinham um contato pessoal com o novo papa e podiam observar de perto o seu porte sólido, em claro contraste com a imagem franzina de seu antecessor Paulo VI, nos últimos tempos de vida. João Paulo I movimentava-se de maneira ágil, decidida, indiferente à consagrada e solene postura pontifícia - ninguém podia imaginá-lo na antevéspera da morte.

PÁROCO DE ALDEIA - Em sua última audiência pública, de fato, ele continuava a aparentar excelente saúde. E, repetindo uma de suas atitudes pouco ortodoxas, chamou um menino de quinto ano primário e conversou com ele sobre a importância do estudo para a sua promoção a uma classe mais adiantada. Provavelmente nenhum papa haja rompido tão drasticamente com as frivolidades protocolares estabelecidas por seus antecessores e se comportado tão a vontade no mais alto cargo da Igreja. "Suas audiências públicas eram simples lições de um pároco de aldeia", definiu um cronista do jornal católico italiano L'Avvenire. Significativamente, na primeira delas, a 6 de setembro, depois de ser recebido timidamente por um jamais visto auditório de 17.000 pessoas, João Paulo I foi aclamado entusiasticamente ao declarar que estava ali "como se fosse um catequista paroquial". Na mesma oportunidade, aproximando-se de um pequeno coroinha, estabeleceu com ele um pungente diálogo sobre a solidariedade e a fraternidade cristãs. No dia seguinte, ao receber o clero de Roma, que o reverenciava sobretudo como bispo da cidade (um dos títulos do papa), recordou-lhe o dever de obediência e o espírito de sacrifício "na missão apostolar confiada por Cristo a seus discípulos".

Até as últimas audiências João Paulo I manteve o estilo informal, temperado por anedotas, achados e citações. Certa vez, para visível deslumbramento da multidão de Fiéis, comparou a alma a um automóvel que, se abastecido apenas de champanha e marmelada, em vez de gasolina, acabaria num fosso. Em outra, surpreendeu os que o contemplavam na janela de seu escritório com a proclamação: "Deus é Pai e, mais ainda, é Mãe". Enfim, cada contato seu com o público era uma oportunidade para uma nova estocada no protocolo e na tradição. Mas ninguém, nem mesmo os impenitentes conservadores da Cúria Romana, se atrevia a reclamar, pois o novo papa havia restabelecido o contato humano com as grandes massas católicas, de certo modo algo só ocorrido neste século por ocasião do pontificado do também alegre papa João XXIII. Em entrevista à revista italiana Panorama, Alfonso Di Nicola, antropólogo e estudioso da história das religiões, classificou o estilo de João Paulo 1 de "profundamente evangélico e oportuno num momento em que a Igreja não precisa mais de um papa como Pio XII ou Leão XIII, ambos dotados de grande sabedoria teológica". E explicou: "O que a Igreja precisa é de um homem igual aos homens".

LIÇÕES DO CONCÍLIO - O papa que construiu rapidamente a imagem de "um homem igual aos homens" - nos primeiros dias chegava a dar buon giorno aos guardas suíços que encontra nos corredores do palácio apostólico - deixou no entanto pelo menos uma clara indicação de que não pretendia apoiar os setores mais progressistas do cristianismo, voltados sobretudo para as questões sociais. Tanto os adeptos da vanguardista "teologia da libertação", de origem latino-americana, como os do grupo europeu "cristãos para o socialismo" receberam uma clara advertência de João Paulo I para não confundirem a libertação terrena com "verdadeira libertação", ou seja, a proporcionada pela fé. Segundo afirmou o falecido papa, "não há verdade na afirmativa de que ubi Lênin ibi Jerusalém (onde está Lênim está Jerusalém)".

Mas, ainda que rejeitasse com firmeza qualquer compromisso com o marxismo, João Paulo I parecia extraordinariamente aberto a uma das mais renovadoras lições do Concílio Vaticano II - o ecumenismo. Assim, não foi certamente sem grande emoção que o breve pontífice viu morrer em seus braços, no palácio apostólico, o "número 2" da Igreja Ortodoxa Russa, o metropolita de Leningrado Nikodim, enquanto o recebia em audiência privada. A propósito, o padre Gianni Baget Bozzo, articulado analista de assuntos religiosos, lembrava em recente artigo a morte de Nikodim diante de João Paulo I para sublinhar que "o ecumenismo entre as igrejas católica e ortodoxa realizou-se diante do corpo do arcebispo russo".

De qualquer forma, ninguém pode assegurar ao certo como seria o seu reinado se ele durasse um pouco mais. Seria um pontífice conservador ou apenas manteria o estilo do "pároco de aldeia", como apareceu no primeiro sermão para o mundo? Um sacerdote italiano que convivera com ele durante longo tempo declarou em Roma, logo após sua eleição: "Eu não o qualificaria de conservador, estando inclinado a acreditar que ele não mudará seu jeito. Um conservador é um homem que tem seus próprios esquemas mentais e só aceita o que cabe dentro deles. João Paulo I é homem de principios mas sabe escutar. Ele é consciente de seus limites - e é isso que o salva". Alguns acontecimentos previstos para os primeiros doze meses do reinado de João Paulo i é que permitiriam uma definição. O primeiro deles seria a escolha de seu sucessor no patriarcado de Veneza e também do cardeal Colombo no arcebispado de Milão, por limite de idade. O segundo seria o preenchimento de algumas vagas na Cúria Romana. Finalmente, esperava-se uma encíclica de João Paulo I, cumprindo a tradição de que o novo papa deve divulgar um grande texto menos de um ano após sua eleição.

FUTURO INCERTO - O fato é que João Paulo I vinha conseguindo operar o milagre de reger simultaneamente o coral dos conservadores e dos progressistas. Os cardeais davam entrevistas e, apesar de presos ao juramento de segredo imposto pela regra do conclave, insistiam em dizer, em meio a inconfidências, que o Espírito Santo iluminara os quatro escrutínios necessários para escolher João Paulo I. O clero de Veneza afiançava que lá ele havia vendido bens da Igreia para ajudar os pobres. Sua caridade lhe rendera até o apelido de "papa do Terceiro Mundo", de parte sobretudo dos animados bispos latino-americanos. O cardeal Aloísio Lorscheider, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, achava que possuía um forte aliado sentado no trono de São Pedro.

A moderação de João Paulo I tranqüilizava a Cúria Romana, satisfeita com sua firmeza em matéria de doutrina e de disciplina. Foi esse clima de expectativa e de regozijo que a morte do recém-eleito papa veio frustrar, lançando mais uma vez sobre a Santa Sé a dúvida e a incerteza.

É bem verdade que, do ponto de vista teórico, o quadro não mudou: os cardeais eleitores são os mesmos e se vêem assolados pelas mesmas interrogações. Mas, na prática, o breve pontificado de João Paulo I talvez lhes arranque novas reflexões. Na sexta-feira passada, um influente cardeal brasileiro confidenciava a VEJA que, na sua opinião, a tendência dos cardeais eleitores será buscar um papa que reúna as características de pastor e homem simples do recém-falecido João Paulo I "e talvez uma qualidade que lhe faltava - um pouco mais de experiência do complexo mundo da Igreja".

Dessa maneira, o próximo pontífice teria de ser novamente italiano e fiel ao espírito do Concílio Vaticano II, ou seja, originário de uma rara safra de cardeais. O arcebispo de Bolonha, Antonio Poma, por exemplo, que reuniria tais condições, possui saúde frágil. É possível, assim, que os eleitores se voltem para Hugo Poletti, vigário de Roma, embora aparentemente lhe falte "qualificação mais abrangente". Por outro lado, ainda segundo o mesmo cardeal brasileiro, os nomes de Sebastiano Baggio, presidente da Congregação dos Bispos, e Giovanni Benelli, cardeal de Florença, também poderão ser votados. E, em caso de não se chegar a um acordo em torno desses nomes, "ainda é provável que se parta para uma opção marcantemente mais conservadora".

Muito mais do que nomes, no entanto, deverá prevalecer a experiência acumulada pela Igreja em seus 2.000 anos de existência. Sempre adaptado a seu tempo, o sumo pontífice deve saber continuar a obra na qual Jesus Cristo investiu o apóstolo São Pedro. Atualmente, teria de conciliar as virtudes de um chefe espiritual amado pelos seus fiéis com as responsabilidades temporais de um chefe de Estado respeitado por seus pares.
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5/13/2006 12:58 AM
 
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En recuerdo de aquel 13 de mayo de 1981

RD

Viernes, 12 de mayo 2006

Una placa de mármol con el escudo de Juan Pablo II labrado y la fecha del atentado fue colocada hoy en el mismo lugar de la plaza de San Pedro donde el fallecido papa sufrió un atentado hará mañana 25 años.

La placa, colocada por voluntad del papa Benedicto XVI, mide 40 por 40 centímetros y sustituye al adoquín que hasta ahora recordaba el lugar del atentado en el recinto vaticano.

Otra placa similar fue colocada en la entrada del ambulatorio del Vaticano, dentro del recinto amurallado, donde el médico papal, Renato Buzotti, sometió a Juan Pablo II, que estaba tendido en el suelo, a un primer reconocimiento que determino su traslado inmediato el hospital Gemelli.

Con motivo del aniversario del atentado, una imagen de la Virgen de Fátima, cuya festividad celebra la Iglesia católica cada 13 de mayo, fue llevada al Vaticano.

Según informaron a Efe fuentes vaticanas, la imagen pasará la noche en la capilla privada de Benedicto XVI y mañana será sacada en procesión desde el cercano Castel Sant'Angelo hasta la plaza de San Pedro.

Juan Pablo II siempre dijo que una mano -la del turno Alí Agca, el autor del atentado- le disparó y otra -la de la Virgen- desvió la bala y le salvó la vida.

El atentado se produjo el 13 de mayo de 1981, a las cinco y diecisiete minutos de la tarde, cuando Karol Wojtyla celebraba la audiencia general de los miércoles.

El terrorista Ali Agca hizo cuatro disparos contra el Pontífice, de los cuales dos le alcanzaron.

Uno le hirió en la mano izquierda, le perforó el bajo vientre, atravesó el hueso sacro y se incrustó en el piso del 'papamóvil'. El proyectil pasó a pocos milímetros de la arteria aorta y rozó la espina dorsal del papa.

El otro proyectil le rozó un codo e hirió a dos mujeres.

Cuando el Papa visitó a Agca en la cárcel le preguntó que porqué no había muerto si él era un buen tirador y había apuntado al pecho.

'Porque usted no tuvo en cuenta a la Virgen de Fátima', le respondió Karol Wojtila.

Juan Pablo II siempre creyó que sobrevivió gracias a la Virgen de Fátima. En tres ocasiones viajó a su santuario, en Portugal, y ordenó que la bala que le extrajeron fuera colocada en la corona de la Virgen.

El atentado -según el Vaticano- había sido anunciado a la Virgen de Fátima a los pastorcillos, a quienes, según la tradición católica, se apareció en 1917 y forma parte del llamado 'Tercer secreto de Fátima'.

Dicho 'secreto', que fue relevado el año 2000 por orden de Juan Pablo II, se refiere, según el Vaticano, a los disparos de Agca y a la lucha del comunismo ateo contra los cristianos, entre otros.

Al cabo de 25 años, sigue sin saber quien indujo el atentado. Se ha asegurado que Agca fue reclutado por los servicios secretos búlgaros, por orden del KGB soviético.

Agca, que fue detenido inmediatamente y condenado a cadena perpetua en Italia, hizo a lo largo de los años declaraciones contradictorias.

La llamada 'Pista Búlgara' del atentado nunca se pudo demostrar y Juan Pablo II dijo en Bulgaria, en 2001, que jamás creyó en ella.

La conmemoración coincide con el primer aniversario de la apertura del proceso de beatificación de Karol Wojtila, que fue abierto por su sucesor sin esperar a los cinco años de la muerte, como establece el Código de Derecho Canónico.

5/15/2006 3:37 AM
 
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Juan Pablo II hoy cumpliría 86 años

18 de Mayo (Vatican.va) - Recordando al inolvidable Pontífice siervo de Dios Juan Pablo II, quien hoy cumpliría 86 años.

Karol Józef Wojtyla, nació en Wadowice, una pequeña ciudad a 50 kms. de Cracovia, el 18 de mayo de 1920. Era el más pequeño de los tres hijos de Karol Wojtyla y Emilia Kaczorowska. Su madre falleció en 1929. Su hermano mayor Edmund (médico) murió en 1932 y su padre (suboficial del ejército) en 1941. Su hermana Olga murió antes de que naciera él.

Fue bautizado por el sacerdote Franciszek Zak el 20 de junio de 1920 en la Iglesia parroquial de Wadowice; a los 9 años hizo la Primera Comunión, y a los 18 recibió la Confirmación. Terminados los estudios de enseñanza media en la escuela Marcin Wadowita de Wadowice, se matriculó en 1938 en la Universidad Jagellónica de Cracovia y en una escuela de teatro.

Cuando las fuerzas de ocupación nazi cerraron la Universidad, en 1939, el joven Karol tuvo que trabajar en una cantera y luego en una fábrica química (Solvay), para ganarse la vida y evitar la deportación a Alemania.

A partir de 1942, al sentir la vocación al sacerdocio, siguió las clases de formación del seminario clandestino de Cracovia, dirigido por el Arzobispo de Cracovia, Cardenal Adam Stefan Sapieha. Al mismo tiempo, fue uno de los promotores del "Teatro Rapsódico", también clandestino.

Tras la segunda guerra mundial, continuó sus estudios en el Seminario Mayor de Cracovia, nuevamente abierto, y en la Facultad de Teología de la Universidad Jagellónica, hasta su ordenación sacerdotal en Cracovia el 1o. de noviembre de 1946 de manos del Arzobispo Sapieha.

Seguidamente fue enviado a Roma, donde, bajo la dirección del dominico francés Garrigou-Lagrange, se doctoró en 1948 en teología, con una tesis sobre el tema de la fe en las obras de San Juan de la Cruz (Doctrina de fide apud Sanctum Ioannem a Cruce). En aquel período aprovechó sus vacaciones para ejercer el ministerio pastoral entre los emigrantes polacos de Francia, Bélgica y Holanda.

En 1948 volvió a Polonia, y fue vicario en diversas parroquias de Cracovia y capellán de los universitarios hasta 1951, cuando reanudó sus estudios filosóficos y teológicos. En 1953 presentó en la Universidad Católica de Lublin una tesis titulada "Valoración de la posibilidad de fundar una ética católica sobre la base del sistema ético de Max Scheler". Después pasó a ser profesor de Teología Moral y Etica Social en el seminario mayor de Cracovia y en la facultad de Teología de Lublin.

El 4 de julio de 1958 fue nombrado por Pío XII Obispo titular de Olmi y Auxiliar de Cracovia. Recibió la ordenación episcopal el 28 de septiembre de 1958 en la catedral del Wawel (Cracovia), de manos del Arzobispo Eugeniusz Baziak.

El 13 de enero de 1964 fue nombrado Arzobispo de Cracovia por Pablo VI, quien le hizo Cardenal el 26 de junio de 1967, con el título de San Cesareo en Palatio, Diaconía elevada pro illa vice a título presbiteral.

Además de participar en el Concilio Vaticano II (1962-1965), con una contribución importante en la elaboración de la constitución Gaudium et spes, el Cardenal Wojtyla tomó parte en las cinco asambleas del Sínodo de los Obispos anteriores a su Pontificado.

Los Cardenales reunidos en Cónclave le eligieron Papa el 16 de octubre de 1978. Tomó el nombre de Juan Pablo II y el 22 de octubre comenzó solemnemente su Ministerio Petrino como 263 sucesor del Apóstol Pedro.

Su Pontificado ha sido uno de los más largos de la historia de la Iglesia y ha durado casi 27 años.

5/23/2006 6:56 AM
 
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Juan Pablo II - Galería Fotográfica
www.aciprensa.com/Banco/juanpabloii.htm
5/31/2006 1:39 AM
 
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CARTA ABERTA POR OCASIÃO DO ANIVERSÁRIO DO MASSACRE DE 1989, NA PRAÇA TIEN-NAM-MEN


Pequim, 29 mai (RV) - As mães da Praça Tien-nam-men (Praça da Paz Celestial), de Pequim, renovaram hoje, às autoridades chinesas, seu pedido para que revejam sua posição de condenação ao movimento estudantil sufocado com o massacre de 1989, na Praça da Paz Celestial, ocorrido nos dias 3 e 4 de junho.

Elas pedem que o governo abra uma investigação oficial sobre o ocorrido, puna os culpados e dê um ressarcimento aos familiares das vítimas. O comunicado foi divulgado pela organização dos direitos humanos "Human Rights in China".

A Associação das Mães da Praça Tien-nam-men foi fundada em 1991, por Ding Zilin, uma professora universitária aposentada, cujo filho, Jiang Jielian, com 17 anos na época, foi morto durante a represália das forças armadas chinesas aos estudantes acampados na Praça.

Na primeira parte do documento, as mais de cem mães que fazem parte da associação reconstruíram os acontecimentos daquela trágica noite. O grupo, até o momento, identificou 186 pessoas que foram mortas e outras 70 que foram feridas. Segundo afirmam, essas cifras são apenas "um pequeno percentual" das centenas de pessoas que foram mortas naquele trágico episódio.

A segunda parte do documento foi dedicada a mostrar o método de protesto não violento escolhido pelo grupo de estudantes. Para ilustrar, colocaram os slogans usados pelos estudantes nos protestos: "dizer sempre a verdade", "não esquecer nunca", "procurar conseguir a justiça" e "apelar às consciências".

Na terceira parte do documento, as mães recordam que seus objetivos básicos são aqueles de "preservar a dignidade das vítimas" e de "rejeitar a evasão dos princípios da legalidade, com soluções administrativas e negociações privadas".

Além disso, as mães apresentam às autoridades chinesas, uma série de pedidos como colocar fim a todas as atividades de controle e de limitação da liberdade, permissão para que as famílias recordem seus entes queridos mortos naquela manifestação, acabar com a interferência nas ajudas que recebem, seja da China seja do exterior, fornecer ajuda humanitária às pessoas que continuam a sofrer psicologicamente ou financeiramente por causa da repressão, remover as discriminações políticas e sociais que ainda pesam sobre a memória das vítimas, restituir os direitos e o bem-estar físico das pessoas detidas, presas ou desempregadas por causa da sua participação no movimento democrático de 1989.

Até hoje, as autoridades nunca responderam às "mães" e, em cada aniversário do massacre, as expoentes do grupo e outros dissidentes são colocados em regime de prisão domiciliar.

O Partido Comunista chinês definiu o movimento estudantil de 1989 como um "movimento contra-revolucionário". (JK)
6/2/2006 1:12 AM
 
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6/14/2006 3:27 AM
 
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6/20/2006 2:29 AM
 
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6/20/2006 7:04 AM
 
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Beslen un triste recuerdo

[Modificato da @Nessuna@ 20/06/2006 7.05]

6/22/2006 6:58 AM
 
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Homenagem às vitimas de Beslan
6/29/2006 7:44 AM
 
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Charlotte Church canta " Panis Angelicus" como homenaje a Juan Pablo II


Nota: La letra traducida se encuentra en "Arte Sacra/Arte Sacro"

[Modificato da @Nessuna@ 29/06/2006 7.54]

7/5/2006 7:42 PM
 
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Nuevo Pabellón en el Hospital Bambino Gesù dedicado a Juan Pablo II

4 de Julio (Agencia Fides) - Gracias al trabajo del Hospital Bambino Gesù y a la generosidad de empresas y ciudadanos se ha alcanzado el objetivo de construir un moderno pabellón de 6 mil metros cuadrados. La recolecta de fondos se ha realizado a través de la campaña social “Un euro para un niño”.

Mañana miércoles 5 de julio, a las 11:45 horas, en el Aula Salviati del Hospital tendrá lugar la conferencia de clausura de “Un euro por un niño”, que llega este año a su cuarta edición.

Una edición especial en la que será inaugurado el nuevo Pabellón, dedicado a Juan Pablo II, donde serán transferidas todas las Unidades Operativas de Pediatría Médica. Una estructura acogedora y de moderna concepción que permitirá a los miles de niños - italianos y extranjeros - que se dirigen cada año al Bambino Gesù, recibir cuidados y tratamientos de un equipo de especialistas, según un modelo americano definido: gestión por intensidad de cuidado.

Además del doctor Francesco Silvano, Presidente del Hospital Pediátrico Bambino Gesù, estarán presentes en el encuentro todas las empresas, familias, medios de comunicación y tantas realidades que han sostenido con fuerza la campaña social.

7/6/2006 1:40 AM
 
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Inaugurada estátua de bronze de João Paulo II em sua cidade natal
05/07/2006

(Verbonet) Uma estátua de bronze do recordado servo de Deus, João Paulo II, foi inaugurada em sua cidade natal, Wadowice, na sexta-feira passada (30/06).

Segundo informa a Associated Press, o Arcebispo de Cracóvia e ex-secretário pessoal do falecido Pontífice, Cardeal Stanislaw Dziwisz, inauguraram a imagem que está no átrio da Basílica de Santa Maria na principal praça da cidade; minutos depois de ter celebrado ali uma Missa em memória de Karol Wojtyla, lugar onde o falecido Papa foi batizado e serviu como acólito.

Aproximadamente duas mil pessoas assistiram à cerimônia de inauguração da estátua e participaram das orações pela beatificação de João Paulo II.

cancaonovanews.com

[Modificato da divertente 06/07/2006 1.50]

7/7/2006 1:28 AM
 
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Sobrevivientes de atentados de Londres frente al trauma y la culpa
Londres .- El trauma psicológico, marcado por paranoia, fobias o ''flashbacks'' de los horrores vividos, y el sentimiento de culpa son dos de los problemas que pueden sufrir las sobrevivientes de los atentados de Londres, más allá de las heridas físicas en sí, indicaron el sábado expertos.

''Mas allá de los términos trauma y traumático cuya utilización se volvió común hoy en día, cientos de personas probablemente experimentarán en forma completa el denominado Trastorno de Estrés Postraumático'' (PTSD, en inglés), afirmó hoy Olvier Brennan, experto en materias psicológicas vinculadas con conflictos.

Los síntomas de este trauma son tres: ''flashbacks'' y pesadillas a partir del incidente traumático vivido; un aumento de la ansiedad y la vigilancia acompañado de reacciones de temor exageradas; y conductas de rechazo, que pueden incluir no querer hablar del tema, no querer mirar las noticias en la televisión o ''borrar'' de la memoria ciertos recuerdos.

Este trauma no se presentaría en forma inmediata, sino luego de varios días, o meses, y podría durar años. Algunos sobrevivientes del 11 de septiembre en Nueva York todavía luchan para dejar atrás las secuelas psicológicas de esos atentados, reportó AFP.

''Para aquellos envueltos en este tipo de incidentes, ocurre un poco como uego de la muerte de un familiar. Uno lucha contra el trauma físico y la conmoción inmediata del mismo modo en que, tras una muerte repentina, arregla los detalles del funeral y otras cosas prácticas'', explica el profesor Cary Cooper, de la Universidad de Lancaster.

''Pero luego, la herida psicológica irrumpe. Está en el fondo, usted la ha enterrado, pero algo la empuja a salir. Puede ser viendo un bus londinense, regresando al hogar en un horario de gran afluencia de pasajeros, o simplemente mirando algo que queda asociado con el incidente'', continúa.

En el caso de Londres, esta situación podría afectar no sólo a las 700 personas que resultaron heridas, sino también a las miles que en forma directa o indirecta se vieron involucradas en los cuatro atentados, tres contra metros y uno contra un bus de dos pisos, en pleno centro de Londres.

Pero además del PTSD, un fenómeno relativamente conocido, los sobrevivientes podrían enfrentar otro enemigo más inesperado: la culpa.

''Al principio la persona escapa. Se siente bien, pero luego se da cuenta que las otras personas no sobrevivieron y él sí'', explica el doctor John otter, experto en psicología de la Universidad de Exeter.

''Cuando pasa algo así, la persona está conmovida, niega lo ocurrido, pero luego la realidad llega y es en ese momento cuando esto puede ocurrir'', continuó.

Esta situación puede ejemplificarse a partir de la historia de Phil Beer y Patrick Barnes, dos amigos que estaban en el metro atacado entre King's Cross y Russel Square y al cual la policía aún no ha podido acceder.

Mientras Beer se encuentra entre la veintena de personas aún desaparecidas tras los ataques, Barnes sufrió heridas y ya está en su hogar.

Una vez a salvo, el joven habló con la hermana de su mejor amigo, Stacy, para decirle que lo había oído gritar tras la explosión.

Pero los vidrios que saltaron en su rostro y una pierna quebrada le impidieron saber cuál fue la suerte de su amigo.

''A las nueve y media, Patrick me llamó histérico para decirme lo de la bomba y que no podía encontrar a Phil'', contó más tarde Stacy.

''Dijo que habló con Phil apenas se produjo la explosión. '¿Vamos a morir?', preguntó, y Phil respondió 'no, no vamos a morir'. Esa fue la última conversación que tuvieron'', relató la hermana del joven desaparecido.

Este tipo de situaciones son, según Potter, muy graves. ''Si está con su amigo o su novia, entonces es cuando esto se vuelve muy, muy serio'', concluyó.

eluniversal.com
7/7/2006 7:47 PM
 
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Reino Unido faz dois minutos de silêncio para honrar vítimas de atentado
Redação FC


Ao meio-dia de hoje (7h de Brasília), Londres e todo o Reino Unido homenageou as vítimas dos atentados terroristas de um ano atrás com dois minutos de silêncio. O início da homenagem foi marcado pelas badaladas do Big Ben, enquanto o final foi sinalizado pelo badalar dos sinos da catedral de Saint Paul. Sobreviventes e parentes das vítimas dos atentados de 7 de julho passado, que cobraram 56 vidas, incluindo as dos quatro terroristas suicidas, guardaram silêncio nos lugares onde as bombas explodiram. A eles se uniram milhões de trabalhadores em escritórios, fábricas e lojas da capital britânica, assim como numerosos cidadãos anônimos que quiseram honrar as vítimas.

O transporte público da cidade também ficou paralisado durante os dois minutos, embora a vida tenha seguido seu ritmo pelas ruas de Londres, como na central Oxford Street, inundada de turistas nesta época do ano, muitos deles alheios à homenagem. A rainha Elizabeth II da Inglaterra e seu filho, o príncipe Charles, acompanhados de seus respectivos cônjuges, observaram os dois minutos de silêncio na catedral de Saint Giles de Edimburgo. Por sua parte, o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, uniu-se aos trabalhadores dos serviços de emergência de Londres para lembrar as vítimas. O torneio de tênis de Wimbledon também parou a atividade em suas quadras durante dois minutos.

Em 7 de julho passado, três bombas explodiram em três vagões do Metrô de Londres e uma quarta em um ônibus urbano da linha 30 na praça de Tavistock Square, próxima ao Museu Britânico.

Além dos dois minutos de silêncio, os parentes das vítimas inauguraram hoje placas comemorativas, enquanto o prefeito de Londres, Ken Livingstone, em companhia da ministra britânica de Cultura, Tessa Jowell, depositou flores nos cenários dos atentados. A jornada de luto será concluída hoje à tarde em cerimônia no Regent's Park, na qual serão lidos em voz alta os nomes dos mortos nos ataques terroristas, assim como serão depositadas flores.

Fonte: EFE
7/14/2006 7:52 PM
 
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Cada vítima do tsunami de 2004 recebeu US$ 7.100 em ajudas

GENEBRA - Uma coalizão de agências humanitárias disse que cada pessoa afetada pelo tsunami no sudeste asiático, que ocorreu em dezembro de 2004, recebeu em média US$ 7.100 em ajuda humanitária, cifra que, segundo estas organizações, saturou sua capacidade de gestão e questiona a eficácia do atual sistema de financiamento deste tipo de ajuda. A Coalizão de Avaliação do Tsunami divulgou hoje um relatório que analisa o uso dos US$ 13,5 bilhões doados para atender às necessidades das vítimas dessa onda gigante, que causou a morte de 227 mil pessoas no sudeste asiático. - A cobertura midiática do tsunami permitiu a maior e mais rápida resposta já dada. Porém, a excessiva atenção também fez com que as agências gastassem, buscando resultados rápidos e visíveis e, freqüentemente, avaliando incorretamente as prioridades - disse o responsável pelo relatório, John Telford.


Em entrevista coletiva em Genebra, Telford destacou a desproporção entre o dinheiro recebido para ajudar as vítimas do tsunami e os US$ 3 destinados a cada vítima das inundações ocorridas no mesmo ano em Bangladesh, ou às vítimas da crise humanitária no Sudão. - Por falta de recursos, a ONU teve que reduzir pela metade as provisões de comida que distribui no Sudão - disse o responsável pelo relatório.


O especialista também mencionou Paquistão e Iraque como exemplos de países capazes de atrair um "generoso financiamento". Telford detalhou que, enquanto as despesas produzidas pelo tsunami chegam a cerca de US$ 9,9 bilhões, a ajuda internacional superou os US$ 13,5 bilhões. Dessa soma, US$ 5,5 bilhões foram doações particulares e US$ 250 milhões foram só para financiar os serviços militares americanos.

JB Online
7/19/2006 3:33 AM
 
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